Controlo integrado de infestantes na cultura do arroz

A Lusosem reuniu várias dezenas de orizicultores e técnicos, em Alcácer do Sal e no Ribatejo, no final de Março, para discutir estratégias integradas de controlo de infestantes na cultura do arroz, onde o Viper Max, um novo herbicida de pós-emergência precoce, é uma ferramenta essencial.

 

Reunião com orizicultores no combate aos infestantes da cultura do arroz

Na reunião técnica realizada em Alcácer do Sal, a 21 de Março, Francisco Almeida, sócio-gerente da Vomar, distribuidor da Lusosem, abriu o debate com boas notícias para o setor, referindo que existe atualmente uma maior previsibilidade e segurança para os orizicultores nacionais pelo facto de as indústrias de descasque e processamento de arroz definirem a priori um leque de variedades recomendadas, garantindo um preço base mínimo por essas mesmas variedades.

Isabel Calha, investigadora do INIAV, fez um ponto de situação sobre as infestantes do arroz e seu controlo, colocando a tónica na questão das resistências aos herbicidas. Começou por explicar que estão identificadas a nível mundial 51 espécies de infestantes com populações resistentes a herbicidas de arroz, citando o caso da milhã branca (Echinochloa phyllopogon) em Portugal. A investigadora divulgou os resultados de um estudo do INIAV, em colaboração com a Lusosem, em que foi testada a resistência de infestantes ao herbicida Penoxsulame, com amostras recolhidas em 28 arrozais nas bacias hidrográficas dos rios Mondego, Tejo-Sorraia e Sado. Os autores concluíram que a resistência é, respetivamente, de 90%, 25% e % 50% nestas regiões.

A estratégia de prevenção de resistências deve ser integrada, usando o orizicultor todos os meios técnicos ao seu dispor: alternar herbicidas com diferentes modos de ação; usar variedades resistentes; realizar falsas sementeiras e optar pela rotação de culturas, quando possível. «A Proteção Integrada é o caminho, porque existem cada vez menos substâncias ativas autorizadas», alertou a investigadora. Com vista a encontrar soluções sustentáveis e adequadas a diferentes geografias, o INIAV, em conjunto com a Lusosem, o Instituto Superior de Agronomia, a Anseme e a Aparroz- Agrupamento de Produtores de Arroz do Vale do Sado, submeteram aos Grupos Operacionais do PRD2020 o projeto de I&D “GO+ Arroz”. Este trabalho tem como objetivos: identificar e estudar as espécies de infestantes (sobretudo milhãs) presentes em cada região orizícola; implementar novas estratégias de controlo conjugando métodos culturais, mecânicos (mobilização) e químicos e desenvolver uma ferramenta de apoio à decisão, que ajude os orizicultores a selecionar os herbicidas e as doses a aplicar em função das infestantes presentes, do seu estado fenológico e do estado fenológico da cultura.

 

Viper Max: controlo precoce das infestantes

Gonçalo Canha, do Departamento de Desenvolvimento da Lusosem, apresentou o Viper Max, um novo herbicida comercializado pela Lusosem para controlo de infestantes gramíneas em pós-emergência precoce na cultura do arroz. O produto, obtido pela Dow, é uma evolução do já conhecido Viper, combinando as substâncias ativas Penoxulame e Cihalofope-Butilo, o que lhe confere maior espetro de ação no controlo de milhãs e outras infestantes gramíneas como a Leptochloa spp, as ciperáceas e as dicotiledóneas. O produto deve ser posicionado desde as 2 folhas do arroz até ao início do afilhamento, no caso das milhãs, e entre as 2 a 4 folhas no caso das restantes infestantes.  A dose recomendada é de 3 litros/hectare.

«O Viper Max requer uma mudança na forma de trabalhar dos orizicultores, nomeadamente no maneio da água», alertou Gonçalo Canha.  Antes da aplicação do herbicida há que retirar a totalidade da água dos canteiros, assegurando que o Viper Max entra em contato direto com as infestantes já nascidas.  Após a aplicação, os canteiros devem ser reinundados logo que possível, de modo a favorecer a eficácia do produto, que atua sobre as infestantes ao fim de uma hora. «A entrada uniforme de água nos canteiros e a vala de drenagem são fundamentais para a maior eficácia dos herbicidas», alertou.

José António Rodriguez, responsável do portfólio de herbicidas da Dow, revelou que ainda este ano será lançado no mercado português o Pindar, um novo herbicida de pós-emergência para a cultura do arroz.  A médio prazo, a empresa prevê o lançamento de um outro herbicida com um modo de ação inovador – o Rinskor Active - que promete revolucionar o controlo das infestantes em arroz, mesmo as mais resistentes. «Há grande expectativa sobre o lançamento do Rinskor Active em toda a Europa. Em Portugal, a Lusosem está a realizar ensaios de resistências com este herbicida, de modo a acelerar o processo de homologação, o que poderá acontecer dentro de 4 anos», afirmou José António Rodriguez.

A jornada foi encerrada com um apelo de António Sevinate Pinto, administrador da Lusosem: «é importante que as Organizações de Produtores emitam uma posição técnica sustentada em defesa dos problemas técnicos que afetam a cultura do arroz e que atuam de forma concertada para encontrar soluções».

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