Estação de Melhoramento de Plantas de Elvas celebra 75 anos

“Um trabalho notável” e um “modelo de investigação de sucesso que deve ser replicado”, foi assim que o presidente do INIAV, Nuno Canada, descreveu o percurso da Estação de Melhoramento de Plantas de Elvas, na cerimónia de aniversário da instituição, realizada a 16 de Maio.

 

Aniversário no Dia do Agricultor

A celebração do Dia do Agricultor coincidiu este ano com a comemoração dos 75 anos da Estação de Melhoramento de Plantas de Elvas (ENMP), um evento que reuniu no polo de I&D do INIAV em Elvas cerca de 200 convidados.

Nuno Canada, presidente do INIAV, manifestou o seu apreço e reconhecimento pelo trabalho de Benvindo Maçãs, enquanto líder da ENMP de Elvas, e de todos os funcionários e parceiros que com ele colaboram. «É necessário implementar projetos de I&D que vão da ideia ao mercado, transferindo o conhecimento para os utilizadores finais de forma eficiente. O modelo de trabalho adotado na ENMP de Elvas é um exemplo que deve ser replicado», afirmou o responsável pela investigação agrária e veterinária pública.

 

75 anos de História e Desenvolvimento Agrícola

A ENMP de Elvas, ao longo da sua história, foi responsável pela obtenção e melhoramento de dezenas de variedades de plantas, tendo-se especializado em espécies de cereais, pastagens biodiversas, leguminosas e oliveira. Benvindo Maçãs recordou a seleção de trigos italianos estudados em Elvas, nos anos 50, para adaptação à produção nacional; os trigos mexicanos e a sua influência no programa de melhoramento da ENMP; as primeiras variedades de triticale desenvolvidas em Portugal pela Estação; as variedades de grão-de-bico obtidas em Elvas e vendidas a cooperativas francesas; o relançamento das ervilhacas e do trevo; o programa nacional de melhoramento de arroz, em colaboração com o Cotarroz, que deu origem às primeiras variedades portuguesas de arroz inscritas no Catálogo Nacional de Variedades em 2017, entre tantos outros exemplos do trabalho realizado pelos investigadores da ENMP.

 

Centro de Investigação para as Alterações Climáticas

A Estação de Elvas projeta agora o futuro, procurando dar resposta ao desafio de produzir alimentos de forma sustentável. Um dos projetos que deverá lançar em breve é a criação do Centro de Investigação para as Alterações Climáticas, em colaboração com centros de investigação de outros países europeus. «A agricultura mediterrânica é para onde está orientada a estratégia do INIAV», esclareceu Nuno Canada.

O secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, que participou na cerimónia disse que a intenção do Governo é «continuar a apostar na diferenciação, na qualidade e na internacionalização» e que, neste contexto, «a área do conhecimento é fundamental no apoio à inovação». O governante garantiu que serão alocadas verbas no PDR 2020 e no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para pôr em prática as ditas “Redes de Experimentação”, que ligarão institutos politécnicos e estações agrárias/quintas públicas na investigação e transferência de conhecimento, a realizar em função das necessidades de cada região. Um exemplo prático é a “Alentejo AGROnet”, uma rede de experimentação agrária e animal, criada pelo ICAAM- Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas da Universidade de Évora e o INIAV.

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