I Simpósio Nacional de Frutos Secos

A Lusosem patrocinou o I Simpósio Nacional de Frutos Secos, realizado a 30 de junho, em Ferreira do Alentejo. A adesão massiva ao evento comprova o entusiasmo dos agricultores portugueses com as culturas da amêndoa, da noz e do pistácio.

 

I Simpósio Nacional de Frutos Secos

 

Cerca de 300 pessoas participaram no I Simpósio Nacional de Frutos Secos, organizado pela SCAP-Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal e pelo Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos. A jornada contou com interessantes comunicações sobre as culturas da amendoeira (material vegetal, recuperação e  preservação de variedades tradicionais, proteção da cultura); da nogueira (escolha varietal e novas plantações; variedades e porta-enxertos adequadas às condições edafoclimáticas de Portugal; estratégias para produção em solos com limitações, multiplicação in vitro) e do pistácio e terminou com uma visita a pomares de amendoeiras, em Canhestros, propriedade da família Sevinate Pinto. 

Na sessão de abertura, Manuel Soares, presidente da SCAP, realçou o exemplo do projeto da Migdalo, na génese do qual esteve Armando Sevinate Pinto: «O Armando é o inspirador deste evento, um homem com visão, que ficará para sempre ligado ao lançamento da cultura da amêndoa no Alentejo». 

 

O presidente do município de Ferreira do Alentejo, Aníbal Costa, classificou como históricos os últimos 7 anos, devido à instalação de verdadeiros referenciais da agroindústria no concelho e disse olhar com «grande expectativa para o investimento em curso no setor dos frutos secos, pelo emprego que gera e pelo acréscimo de notoriedade e riqueza que trás ao Alentejo».

Segundo as estimativas divulgadas, nos últimos anos foram instalados 2.000 hectares de amendoal no Alentejo e mais 5.000 hectares estão em projeto. Uma clara oportunidade para os agricultores da região, atendendo ao défice da balança comercial dos frutos secos em Portugal e ao aumento da procura da amêndoa a nível mundial. 

Em 2015, Portugal importou 19 milhões de euros de amêndoa sem casca e registou um défice de 14 milhões de euros na balança comercial da noz, revelou Pedro Ribeiro, adjunto do ministro da Agricultura. O responsável alertou que os agricultores devem aproveitar melhor os apoios públicos existentes, nomeadamente porque menos de metade da área nacional plantada com amêndoa e noz está a receber apoios de RPU. 

 

«Perante a realidade do estabelecimento de milhares de hectares de frutos secos, em particular de amendoais, nos novos regadios alentejanos e dos imensos projetos para novas plantações, fez todo o sentido a realização do I Simpósio Nacional de Frutos Secos, que se traduziu num êxito, como veículo de transferência e troca de conhecimento, entre produtores e técnicos nacionais e estrangeiros», afirma António Sevinate Pinto, administrador da Lusosem, acrescentando, «a Lusosem como sociedade de inovação atenta às significativas evoluções da nossa Agricultura, esteve, desde o primeiro momento, associada a este importante evento, onde, conjuntamente com as suas participadas Agrobeja e Fitomoz, empresas bem inseridas na região, marcou presença ativa na realização e receção aos participantes. A avaliar pelo interesse e entusiasmo demonstrado, podemos antecipar mais um êxito na transformação da Agricultura alentejana, na criação de valor para a região e para o país». 

 

Amêndoa-consumo superior à produção


Miguel Matos Chaves, diretor-geral da Migdalo, empresa que esteve ativamente envolvida na organização do Simpósio, traçou o panorama mundial da produção, comércio e consumo da amêndoa. Nos últimos 10 anos, o consumo mundial de amêndoa duplicou e pela primeira vez, em 2015, o consumo (cerca de 1 milhão de toneladas) foi superior à produção. A União Europeia é um mercado fortemente deficitário em amêndoa, importando em média 225 a 265 mil toneladas/ano. Os EUA, com destaque para a Califórnia, produzem 80% da amêndoa a nível global e a UE apenas 28%. 

«Há uma moda da amêndoa, mas há espaço para toda esta nova produção, inclusive porque na Califórnia já não há muito mais área disponível para plantação de novos pomares, restam apenas os solos mais pobres, além do problema de escassez de água que é notório nos últimos anos na região», disse Miguel Matos Chaves. Sobre a quebra de preços da amêndoa verificada no início de 2016, explicou que se deveu  à retração das importações por parte da China, Índia e Médio Oriente, com origem nos EUA, devido à elevada cotação do dólar. «Os analistas acreditam que mesmo que os stocks recuperem para níveis verificados em 2010-2014,  o preço da amêndoa deverá manter-se bem suportado acima dos 4€/kg», disse, concluindo que a procura e o consumo deverão continuar elevados nos próximos anos.

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