Lusosem associa-se a dia de campo que mostra modelo produtivo inovador em olival e amendoal

José Maria Falcão, diretor da Cersul, recebeu na sua exploração agrícola, a 21 de Abril, cerca de 150 convidados num dia de campo onde mostrou como consegue ser competitivo nas culturas do olival e do amendoal, usando métodos produtivos inovadores.

 

4 empresas, 4 culturas: oliveira, amendoal, tomate e romã

 

As quatro empresas geridas por José Maria Falcão e sua família compreendem uma área total de cerca de 2000 hectares, dos quais 330 hectares de olival intensivo e super-intensivo e 12 hectares de olival tradicional e de 67 hectares de amendoal super-intensivo, além de uma área de 10 hectares de romãs em sistema intensivo. Nos últimos 15 anos, este agricultor investiu cerca de 5 milhões de euros para diversificar a produção da sua exploração agrícola, anteriormente dedicada exclusivamente à produção de cereais, forragens e gado bovino.

A introdução de novos métodos produtivos, como o super-intensivo, e de técnicas culturais mais amigas do ambiente, como a sementeira direta e a mobilização na zona, o enrelvamento na entrelinha em culturas permanentes e o uso de sondas de monitorização da humidade do solo na gestão da rega, permitiram-se aumentar a produtividade e reduzir custos na exploração.

A falta de disponibilidade de água de regadios públicos no concelho de Monforte obriga a elevados custos de bombagem e a uma atenção redobrada na gestão da rega. «Tenho a água bastante mais cara do que no perímetro de Alqueva, creio que o preço da água nos regadios particulares também deveria baixar de preço», reclama José Maria Falcão. 

No caso do olival, cultura onde foi um dos agricultores pioneiros em Portugal na introdução do sistema super-intensivo, tem vindo a realizar ensaios de variedades, compassos de plantação e condução da cultura em conjunto com a Todolivo e a Universidade de Évora.

A estratégia de comercialização deste agricultor passa por vender toda a produção via Organizações de Produtores (OP) – Cersul (cereais), Elipec e Carne Alentejana (bovinos), Alentejanices com Tomate e Azeitonices – porque acredita na força da organização para aumentar a rentabilidade e alavancar a economia regional.

 

A recente aposta nas culturas do tomate e da azeitona

 

José Maria Falcão é um dos fundadores da Alentejanices com Tomate, reconhecida como OP em 2016 e herdeira da experiência acumulada desde 1998 pela Altol, tem atualmente 33 produtores associados e um volume de negócios aproximado de 10 milhões de euros. Está reconhecida como OP de frutas e hortícolas e, em breve, terá também o reconhecimento como OP de produção de amêndoa.

A Azeitonices, criada em Fevereiro por 34 sócios fundadores, está reconhecida como OP (nº523) de olival e azeite, e tem a ambição de agrupar 10.000 toneladas de azeitona já este ano.  A este propósito o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Gonçalo Lagem, que esteve presente neste dia de campo, revelou a disponibilidade da autarquia em receber na zona industrial de Monforte um futuro lagar de azeite.

«Nesta região somos capazes de nos organizar, porque acreditamos que conseguimos fazer mais juntos do que cada um por si.  A prova é que o Centro e Norte do Alentejo é um das regiões do país com mais OP reconhecidas», afirmou Miguel Gonçalves, diretor da Cersul.

Este dia de Campo foi o segundo de três iniciativas dedicadas à “Competitividade do Amendoal e do Olival”, a primeira das quais um colóquio realizado em Elvas, em Fevereiro, que recebeu várias centenas de interessados no tema. A Lusosem associou-se e patrocinou este conjunto de iniciativas marcando forte presença nos dois eventos. O colóquio de encerramento será realizado depois do Verão.

 

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