Lusosem e Fitomoz reúnem Viticultores do Alentejo em Jornada Formativa

A reunião dedicada à vinha decorreu no Monte das Servas, em Estremoz, a 21 de Março, abordou estratégias de controlo das doenças do lenho e focou questões e soluções ligadas à nutrição da vinha.

 

 

Preservar as videiras para contar a sua história

 

Nuno Chegadinho, técnico da ATEVA- Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo, realizou uma interessante palestra sobre a preservação das videiras no Alentejo, um património cultural de valor inestimável e de grande mais-valia para a economia da região. Segundo estimativas da ATEVA, a área de vinha no Alentejo é de 21.535 hectares, existindo um total de 75 milhões de videiras plantadas na região. Desde o início do programa VITIS, em 2010, cerca de 8.000 hectares de vinha foram reestruturados, o que se refletiu numa diminuição da idade média das videiras na região que ronda atualmente os 15-20 anos.

«Precisamos de todo o nosso património vitícola, o novo e o velho. É importante preservar as videiras para contar a sua história», afirmou Nuno Chegadinho, abordando seguidamente a problemática das doenças do lenho da videira, que em sua opinião, é a maior ameaça fitossanitária da atualidade à viticultura nacional e europeia.

 

Doenças do lenho – como controlar?

 

Em França, por exemplo, 12% da área de vinha está infetada com doenças do lenho, representando um prejuízo para os viticultores entre 470 a 800 euros/hectare. Incluem-se neste complexo de doenças a eutipiose, a esca, a botriosfera, a doença de petri e o pé-negro-da videira. Estas causam um declínio lento e perdas de produtividade em todos os estágios de crescimento das videiras, quer através do material de propagação já infetado, indo afetar o crescimento das jovens videiras, quer através das feridas de poda em vinhas já instaladas. É um problema que deve preocupar todos os viticultores, sobretudo porque não existe um tratamento curativo para as plantas infetadas e porque os sintomas destas doenças podem passar despercebidos durante grande parte da sua evolução, só se manifestando muitas vezes quando os danos já são irreparáveis.

Nuno Chegadinho apresentou estratégias para controlo das doenças do lenho em videiras infetadas que consistem no rejuvenescimento do tronco e dos braços. Trata-se de substituir uma parte da planta por uma outra que tem origem na mesma planta, mas em zona não afetada, podendo ser realizada através de: enxertia, curetage ou sobre-enxertia. Deve começar com a avaliação visual da vinha, durante a Primavera ou na época da vindima, para detetar plantas infetadas e a sua marcação e classificação: “mortas” (eliminar), “com sintomas inicias” (intervir), “com sintomas graves” (intervir). «Esta técnica pode rejuvenescer plantas com sintomas e reduz as infeções por esporos. Desta forma capacitamos os viticultores a reabilitar plantas doentes e maximizamos a produção em vinhas antes infetadas, reduzindo novas infeções», explicou o técnico da ATEVA, alertando a poda da vinha, se for mal realizada, nomeadamente com cortes radicais, é uma via de entrada dos fungos causadores das doenças do lenho.

 

Nuno Chegadinho, técnico da ATEVA - Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo

Nuno Chegadinho, técnico da ATEVA - Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo

 

Estratégia INO Nutrition para vinha

 

Nelson Matos, do departamento de desenvolvimento da Lusosem, realizou uma apresentação sobre a estratégia de fertilização da vinha com base na gama de fertilizantes foliares INO Nutrition. Recordou que a videira até à floração consome as suas reservas de nutrientes. Desta fase em diante concentra-se em acumular reservas. «O melhor ou pior “arranque” da vinha depende do que tivermos fornecido às plantas no ano anterior. À floração 60% dos elementos minerais estão absorvidos pela videira», explicou Nelson Matos, sublinhando também a influência do porta-enxerto na maior ou menor assimilação de cada elemento mineral pela videira.

O INO Green Ultra estimula a capacidade fotossintética da planta, na sua fase inicial de desenvolvimento, levando-a a absorver os nutrientes disponíveis no solo de forma mais eficaz. Alguns dos nutrientes presentes neste fertilizante - magnésio, cobre, ferro e zinco - vêm quelatados, o que facilita a sua absorção pela planta. O INO Green Ultra deve ser aplicado entre a saída das folhas até aos cachos visíveis, à dose de 5L/hectare, permitindo um “arranque” da vinha vigoroso e homogéneo.

INO Alg Flor é um extrato de algas naturais com micro-nutrientes, homologado em Modo de Produção Biológico. Graças às propriedades naturais das algas, este fertilizante é bioestimulante e mais eficaz no que respeita à molhabilidade (espalhamento das gotas do produto na planta) e à adesividade (maior resistência à lavagem). INO Alg Flor elimina os fatores de stress da planta, melhora a floração e encurta o período de floração e confere maior homogeneidade à maturação dos cachos. Deve ser aplicado desde a fase de cachos separados, à dose de 3L/hectare. «Quanto mais cedo trabalharmos o cacho, melhor será o resultado em taxa de vingamento e homogeneidade da maturação», lembrou Nelson Matos.

Filipe José, delegado técnico-comercial da Lusosem no Alentejo e Algarve, explicou como ajudar a vinha a minimizar os efeitos negativos de cada ano, maximizando a produção e a qualidade das uvas. A aplicação de adubos foliares deve fazer parte de uma estratégia integrada na gestão de gestão da vinha.

O INO Mix Suc é um fertilizante indicado para aplicar após a fase da alimpa. A sua formulação com fósforo, potássio e boro (sem azoto) estimula a absorção dos nutrientes pelas folhas, posteriormente translocados para o interior da planta. O INO Mix Suc pode ser aplicado 1 ou 2 vezes ao longo do ciclo de desenvolvimento da videira, à dose de 3 a 4 L/hectare: na fase bago de chumbo, ajudando ao crescimento homogéneo dos bagos, e na fase do fecho dos cachos ou início do pintor.

«A gama de fertilizantes foliares INO Nutrition é usada por viticultores de referência no Alentejo – Vinivista, Vale Barqueiros, Armando João Moura, João Xarepe, Herdade das Servas, Ana Pinto - e sentimos que é uma gama que tem muito para dar, com a qual podemos ajudar a melhorar a performance das vinhas», afirmou Filipe José.                 

 

Filipe José - Lusosem | Cristina Ramalho - Fitomoz | Filipa Setas - Lusosem | Nuno Chagadinho - ATEVA | Nelson Matos - Lusosem

Da esq. para a direita: Filipe José (Lusosem), Cristina Ramalho (Fitomoz), Filipa Setas (Lusosem), Nuno Chagadinho (ATEVA) e Nelson Matos (Lusosem)

 

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